Um homem de longos cabelos lisos e vermelhos aproximou-se da janela. Massajou os olhos com a mão esquerda enquanto ouvia as noticias que já temia receber desde à alguns dias atrás.
- .. que devemos fazer senhor? - inquiro o seu subordinado, enquanto permaneceu de olhos no chão e apoiado num só joelho.
"Aquela criança há-de ser o meu fim" pensou enquanto abria os olhos roxos e observava a beleza do vale. Aguardou uns minutos enquanto ponderava as suas hipóteses. Há muito que sabia que a filha se recusava a ceder aos cortejos do príncipe Hellran, pois ela própria tinha interrompido uma sessão do Conselho dos Anciãos para lho dizer na cara. A vergonha que o tinha feito passar nesse dia fora imperdoável e desde então ela fora trancada no seu quarto. Os seus olhos percorreram a cascata desde a sua fonte no topo da falésia até se perder de vista pelo meio dos carvalhos.
- Reúne os outros cavaleiros de Islane e ordena-os que a encontrem. Diz-lhes que viajem para norte, na direcção da falésia. - disse sem alterar o seu tom e virando as costas para a janela com um movimento subtil, atirando as vestes para trás de si, desenhando um arco de cor verde e iniciando uma passada lenta até alcançar a estante. Ao observar que o soldado continuava imóvel no centro da sala acrescentou - Perdoa-me Drille, sei o quanto tu gostas da minha filha, mas isto são assuntos de estado. A nossa raça está enfraquecida e sem a aliança com os elfos não seremos capazes de suportar outro ataque ao reino. - aproximou-se do guerreiro e pôs-lhe a mão sobre o ombro, sentindo-o a soltar soluços silenciosos - Agora, por favor, vai.
Drille evitou o olhar do seu senhor, aqueles olhos tão profundos, antigo e sábios, e levantou-se olhando para o chão. O pai da sua amada não o poderia ver a chorar, nunca. Isso era uma vergonha, um sinal de fraqueza que não era permitido no seio da sua raça. Limpou as lágrimas com as costas da mão e recuperou a postura. percorreu os vários corredores desertos que compunham aquela parte do palácio até alcançar o pátio interno superior - Illiad. A luz azulada emitida pelo Sol reflectia-se no cabelo branco dele, dando-lhe tons azulados que combinavam com os olhos cristalinos. Adorava aquele jardim, repleto de flores Ismirral e Shapir, cuja beleza natural e cores eram acentuadas pela luz azul do Sol. Por muito que lhe custasse tinha de obedecer ao seu senhor. Tinha aceite o cargo de Capitão imediatamente quando o rei lho propôs, pois tinha desejado proteger a princesa contra tudo e todos, e agora era ele que a iria magoar. O caos percorria-lhe os pensamentos, como um parasita, infectando a sua lealdade para com o reino e o seu senhor, mas o amor que sentia por ela não lhe permitia lançar um esquadrão para a capturar. Não. Ele mesmo iria atrás dela e juntos fugiriam daquelas terras.
- Perdoe-me senhor Liander, mas o meu coração comanda-me a que a proteja. - disse para consigo enquanto fixava um ponto no céu.
"Ela ainda não domina os seus poderes, por isso devo conseguir alcança-la antes que ela chegue a falésia" pensou antes de emitir a ordem que iniciou a sua transformação. As vestes de tons amarelos rasgaram à medida que os seus membro cresceram e das suas costas romperam asas. Doía, mas ele já se tinha acostumado à dor há muito tempo atrás. Na sua pele começaram a crescer escamas brancas e brilhantes semelhantes a diamantes. O pescoço alongou-se e da sua boca irromperam presas longas como facas. As suas asas brancas equivaliam a dois de si e uma longa cauda repleta de espinhos terminava de crescer, ao mesmo tempo que dois longos chifres negros emergiam da sua testa. Se olhássemos para um elefante da nossa realidade, Drille tinha agora um tamanho aproximado ao dele.
Liander observara a transformação do topo da torre. Podia te-lo impedido mas amava aquele jovem como se fosse o seu próprio filho. Tinha-lhe mentido pois sabia que o coração do jovem Drille iria apoderar-se da sua razão e leva-lo a proteger a sua filha. O jovem dragão branco passou pela janela da torre e por um milésimo de segundo, os olhos de senhor e servo encontraram-se e ambos leram as almas um do outro. Drille soube que os cavaleiros deviam estar agora a alcançar a sua amada e em contra partida Liander ficou tenso. O seu jovem protegido iria fazer de tudo para que a princesa ficasse a salvo, mesmo que isso significasse matar os cavaleiros que outrora chamara de "irmãos". "Grindel, ouvei a minha prece. Impedei o jovem Drille de os alcançar." rezou o rei com a cabeça encostada ao vidro enquanto lágrimas de sangue escorriam pela cara a baixo.
"Maldito! Odeio-o, odeio-o, odeio-o! " pensou uma pequena rapariga de cabelos loiros ondulados enquanto corria pela meio das árvores "Que direito tem ele de dar a minha mão a outra pessoa que não o Drille?! Ainda por cima um elfo!!". Os seus olhos liláses ainda vertiam lágrimas de raiva apesar de já ter abandonado o palácio à mais de 1 dia. A raiva que tinha acumulado ao longo de 5 anos brotava para fora do seu ser com uma força incrível. O ar aquecia imediatamente em seu redor e da boca podiam-se ver pequenas chamas azuis a ondular timidamente. Estava tão cega de raiva que não viu uma pedra e tropeçou, caindo de cara contra a relva aquecida pela sua aura. Aninhou-se em si mesma e chorou com mais força, agora de dor, de medo, de arrependimento. Tinha deixado todo o seu mundo para trás e para quê? Para ficar livre? Agora estava só, Drille não viria para a confortar e o sue pai devia odiá-la. Demorou um bocado mas acabou por adormecer naquele local, a sombra de um carvalho enorme.
Do nada acordou sobressaltada. Não se lembrou do que sonhara, mas isso tão pouco importava agora. Não estava só. Sentia outros em seu redor, 1,2, ... 7 ao total, apertando o cerco sob o luar. A sua respiração reteve-se. "Os cavaleiros de Islane. Isso significa que o Drille... Não. o pai nunca permitiria tal coisa..." pensava antes de ouvir um ramo estalar poucos metros atrás de si. Não tinha escapatória. podia sentir as 7 presenças a formarem uma muralha entre si e o resto da floresta. Estava em desvantagem, pois todos eles eram já senhores das suas transformações enquanto que ela só aprendera a controlar pequenas partes do corpo. "Vão me capturar!" pensou em pânico, antes de começar a ourar a Grindel por um milagre. Foi então que ouviu um estrondo vindo do céu e sentiu o chão a tremer com a força de uma explosão que ocorrera ali perto. Sentiu a confusão a levantar-se e viu dois dos cavaleiros parcialmente transformados a passar por si a correr, sem notar a sua presença. "Que diabos terá acontecido?"
Drille vira-os antes de conseguirem detectar a sua presença e disparou um raio da boca sem hesitar para o seu irmão mais próximo. "Que Grindel me perdoe..." pensou ao ver a explosão por si causada. Um dos cavaleiros encontrava-se agora inconsciente e o outro gravemente ferido. Aterrou prontamente para tirar vantagem do seu ataque surpresa, passando ao modo Híbris. A cauda recolheu-se e as asas passaram a possuir apenas 1/3 da sua envergadura total. voltou ao seu tamanha normal e sentiu os chifres a encolher também. Manteve as escamas pelo corpo todo e alongou as garras até terem o tamanho de adagas. "2 à esquerda, 1 por cima e mais 1 pela frente" avisaram-lhe os sentidos apurados. "Onde está o 7º?" questionou-se, enquanto se desviou de dois golpes simultâneos. Desde cedo que ele treinava com os irmãos, por isso sabia todas as tácticas e técnicas de cada um. Sabia que a Allistair estaria agora a preparar o "Smaragd Torden", o ataque mais poderoso dos cavaleiros, mas também o mais lento. 1,2,3,4 ataques... Estava a lutar contra Rillu, o possuidor do "Saphir Torden", o único com 4 braços no modo Hibris, e evitou 3 dos golpes, sendo atingido pelo 4º de raspão no ombro esquerdo. Deu dois passos rápidos em frente e atacou-o com as asas, rasgando as escamas do peito e distraindo-o para o atingir com um soco direito de palma aberta. Ao tocar na face de Rillu gritou "Diamant Torden - Blat!", aumentando o impacto por centenas de vezes e enviando-o para trás, deixando-o inconsciente.
- Alexandrit Torden - Säure! - emitiu uma voz poucos metros acima de Drille, antes de um jacto cor verde e roxo ser lançado da boca do ser que sobrevoava o campo de batalha.
- Diamant Torden - Orkan! - respondeu prontamente o guerreiro branco, enviando uma forte rajada de ar de cada uma das asas, espalhando o jacto pelo ar. O liquido foi parar maioritariamente as árvores em seu redor, salpicando apenas pequenas partes do chão e Drille, no entanto, todas as zonas tocadas pelo liquido começaram a derreter rapidamente. - Diamand Torden - Heilen - sussurrou ele quando a carne começou a queimar, fazendo com que esta se regenerasse. " A este ritmo não vou conseguir derrotar todos!" pensou, deixando o pânico entrar lentamente no seu coração, quando ouviu "Onix Torden-Speer" ser dito atrás de si e teve apenas tempo de se virar e por o braço esquerdo entre si e a lança negra, que lhe atravessou o braço. " Raios!" pensou enquanto esboçou um esgar de dor.
"Não! Drille!" pensou a princesa enquanto cobria a boca para se impedir de gritar, quando o viu se atingido pela lança negra.
- Rubi Torden - Pfiele! - ouviu então alguém dizer acima de si, seguindo-se uma saraivada de setas vermelhas fogo que só não atingiram o rapaz devido ao escudo que as suas asas agora formavam acima de si.
"Tenho de o ajudar, ele esta a lutar por mim!" pensou então saindo do seu esconderijo e encontrando a utilizadora do "Rubi Torden". saltou por entre os ramos e aterrou imediatamente atrás da nova adversária, uma linda mulher de cabelo vermelho curto com olhos negros.
- Rubi Torden - Klinge - disse ela e uma lâmina vermelha surgiu na sua mão esquerda - Entregue-se agora princesa e o Drille não será mais atacado - disse-lhe a mulher, mas ela sabia bem o que aconteceria a Drille, seria capturado e executado quando voltassem a Lavhalla. Isso de certeza que não poderia acontecer
- Nunca! Amethyst Torden - Se...
- Smaragd Torden - Dornen! - disse uma voz que veio da árvore ao seu lado. A princesa viu apenas o seu amado ser trespassado por cinco vinhas vindas do chão repletas de espinhos verdes enormes, rasgando-lhe o peito na zona do coração
- NÃO!! - gritou atirando-se da árvore para o campo de luta onde o utilizador do "Onix Torden" se encontrava ainda de pé, ofegante a olhar para o que fora até à segundos atrás, o seu adversário. - Drille! DRILLE! Por favor não morras! Por favor! - começou elas soluçar quando o apanhou antes que caísse no chão. Grandes lágrimas escorriam pelo rosto perfeito dela, caindo no dele.
- Por.. favor.. não chore... por mim.. princesa - disse Drille com grande esforço, enquanto os seus 3 adversários os rodeavam - Toma.. - disse enquanto arrancava o seu colar de um dragão de prata com um diamante na boca - O que... quer que... aconteça... lembra-te de mim... Lalafir - terminou, ao fechar os olhos e a deixar a cabeça pender para o lado.
Lalafir arregalou os olhos liláses enquanto se lembrava de todos os momento que vivera com Drille, todos os jogos, todos os livros que leram, as suas explorações, as aulas que ele lhe dera, o primeiro voo no torso dele e por fim o seu único beijo dias antes dela fugir. Uma mão pousou no ombro dela e alguém disse algo, mas ela não ouviu.
- ... Apokalypse - sussurrou a princesa e um raio purpura que indicio nela e explodiu num raio de 10 Km, destruindo a floresta e a ravina, enviando uma onda de choque que rebentou as janelas da torre onde Liander tinha observado todo o combate. "Adeus... meus filhos" pensou antes de se retirar da sala e trancar a porta.
Algo lhe estava a tocar no peito. "Espera ai..." pensou enquanto uma mão lhe apalpava o seio.
- KYAAAAAA - berrou enquanto saltou para trás ao ver um guerreiro agarrado aos seus peitos. "Mas que raios..." mas não terminou o pensamento pois ouviu um raspar no seu cérebro e uma voz antiga e profunda, semelhante à do seu pai dizer
- Bem-vinda ao Nexus, Lalafir Temystha.
Drille evitou o olhar do seu senhor, aqueles olhos tão profundos, antigo e sábios, e levantou-se olhando para o chão. O pai da sua amada não o poderia ver a chorar, nunca. Isso era uma vergonha, um sinal de fraqueza que não era permitido no seio da sua raça. Limpou as lágrimas com as costas da mão e recuperou a postura. percorreu os vários corredores desertos que compunham aquela parte do palácio até alcançar o pátio interno superior - Illiad. A luz azulada emitida pelo Sol reflectia-se no cabelo branco dele, dando-lhe tons azulados que combinavam com os olhos cristalinos. Adorava aquele jardim, repleto de flores Ismirral e Shapir, cuja beleza natural e cores eram acentuadas pela luz azul do Sol. Por muito que lhe custasse tinha de obedecer ao seu senhor. Tinha aceite o cargo de Capitão imediatamente quando o rei lho propôs, pois tinha desejado proteger a princesa contra tudo e todos, e agora era ele que a iria magoar. O caos percorria-lhe os pensamentos, como um parasita, infectando a sua lealdade para com o reino e o seu senhor, mas o amor que sentia por ela não lhe permitia lançar um esquadrão para a capturar. Não. Ele mesmo iria atrás dela e juntos fugiriam daquelas terras.
- Perdoe-me senhor Liander, mas o meu coração comanda-me a que a proteja. - disse para consigo enquanto fixava um ponto no céu.
"Ela ainda não domina os seus poderes, por isso devo conseguir alcança-la antes que ela chegue a falésia" pensou antes de emitir a ordem que iniciou a sua transformação. As vestes de tons amarelos rasgaram à medida que os seus membro cresceram e das suas costas romperam asas. Doía, mas ele já se tinha acostumado à dor há muito tempo atrás. Na sua pele começaram a crescer escamas brancas e brilhantes semelhantes a diamantes. O pescoço alongou-se e da sua boca irromperam presas longas como facas. As suas asas brancas equivaliam a dois de si e uma longa cauda repleta de espinhos terminava de crescer, ao mesmo tempo que dois longos chifres negros emergiam da sua testa. Se olhássemos para um elefante da nossa realidade, Drille tinha agora um tamanho aproximado ao dele.
Liander observara a transformação do topo da torre. Podia te-lo impedido mas amava aquele jovem como se fosse o seu próprio filho. Tinha-lhe mentido pois sabia que o coração do jovem Drille iria apoderar-se da sua razão e leva-lo a proteger a sua filha. O jovem dragão branco passou pela janela da torre e por um milésimo de segundo, os olhos de senhor e servo encontraram-se e ambos leram as almas um do outro. Drille soube que os cavaleiros deviam estar agora a alcançar a sua amada e em contra partida Liander ficou tenso. O seu jovem protegido iria fazer de tudo para que a princesa ficasse a salvo, mesmo que isso significasse matar os cavaleiros que outrora chamara de "irmãos". "Grindel, ouvei a minha prece. Impedei o jovem Drille de os alcançar." rezou o rei com a cabeça encostada ao vidro enquanto lágrimas de sangue escorriam pela cara a baixo.
"Maldito! Odeio-o, odeio-o, odeio-o! " pensou uma pequena rapariga de cabelos loiros ondulados enquanto corria pela meio das árvores "Que direito tem ele de dar a minha mão a outra pessoa que não o Drille?! Ainda por cima um elfo!!". Os seus olhos liláses ainda vertiam lágrimas de raiva apesar de já ter abandonado o palácio à mais de 1 dia. A raiva que tinha acumulado ao longo de 5 anos brotava para fora do seu ser com uma força incrível. O ar aquecia imediatamente em seu redor e da boca podiam-se ver pequenas chamas azuis a ondular timidamente. Estava tão cega de raiva que não viu uma pedra e tropeçou, caindo de cara contra a relva aquecida pela sua aura. Aninhou-se em si mesma e chorou com mais força, agora de dor, de medo, de arrependimento. Tinha deixado todo o seu mundo para trás e para quê? Para ficar livre? Agora estava só, Drille não viria para a confortar e o sue pai devia odiá-la. Demorou um bocado mas acabou por adormecer naquele local, a sombra de um carvalho enorme.
Do nada acordou sobressaltada. Não se lembrou do que sonhara, mas isso tão pouco importava agora. Não estava só. Sentia outros em seu redor, 1,2, ... 7 ao total, apertando o cerco sob o luar. A sua respiração reteve-se. "Os cavaleiros de Islane. Isso significa que o Drille... Não. o pai nunca permitiria tal coisa..." pensava antes de ouvir um ramo estalar poucos metros atrás de si. Não tinha escapatória. podia sentir as 7 presenças a formarem uma muralha entre si e o resto da floresta. Estava em desvantagem, pois todos eles eram já senhores das suas transformações enquanto que ela só aprendera a controlar pequenas partes do corpo. "Vão me capturar!" pensou em pânico, antes de começar a ourar a Grindel por um milagre. Foi então que ouviu um estrondo vindo do céu e sentiu o chão a tremer com a força de uma explosão que ocorrera ali perto. Sentiu a confusão a levantar-se e viu dois dos cavaleiros parcialmente transformados a passar por si a correr, sem notar a sua presença. "Que diabos terá acontecido?"
Drille vira-os antes de conseguirem detectar a sua presença e disparou um raio da boca sem hesitar para o seu irmão mais próximo. "Que Grindel me perdoe..." pensou ao ver a explosão por si causada. Um dos cavaleiros encontrava-se agora inconsciente e o outro gravemente ferido. Aterrou prontamente para tirar vantagem do seu ataque surpresa, passando ao modo Híbris. A cauda recolheu-se e as asas passaram a possuir apenas 1/3 da sua envergadura total. voltou ao seu tamanha normal e sentiu os chifres a encolher também. Manteve as escamas pelo corpo todo e alongou as garras até terem o tamanho de adagas. "2 à esquerda, 1 por cima e mais 1 pela frente" avisaram-lhe os sentidos apurados. "Onde está o 7º?" questionou-se, enquanto se desviou de dois golpes simultâneos. Desde cedo que ele treinava com os irmãos, por isso sabia todas as tácticas e técnicas de cada um. Sabia que a Allistair estaria agora a preparar o "Smaragd Torden", o ataque mais poderoso dos cavaleiros, mas também o mais lento. 1,2,3,4 ataques... Estava a lutar contra Rillu, o possuidor do "Saphir Torden", o único com 4 braços no modo Hibris, e evitou 3 dos golpes, sendo atingido pelo 4º de raspão no ombro esquerdo. Deu dois passos rápidos em frente e atacou-o com as asas, rasgando as escamas do peito e distraindo-o para o atingir com um soco direito de palma aberta. Ao tocar na face de Rillu gritou "Diamant Torden - Blat!", aumentando o impacto por centenas de vezes e enviando-o para trás, deixando-o inconsciente.
- Alexandrit Torden - Säure! - emitiu uma voz poucos metros acima de Drille, antes de um jacto cor verde e roxo ser lançado da boca do ser que sobrevoava o campo de batalha.
- Diamant Torden - Orkan! - respondeu prontamente o guerreiro branco, enviando uma forte rajada de ar de cada uma das asas, espalhando o jacto pelo ar. O liquido foi parar maioritariamente as árvores em seu redor, salpicando apenas pequenas partes do chão e Drille, no entanto, todas as zonas tocadas pelo liquido começaram a derreter rapidamente. - Diamand Torden - Heilen - sussurrou ele quando a carne começou a queimar, fazendo com que esta se regenerasse. " A este ritmo não vou conseguir derrotar todos!" pensou, deixando o pânico entrar lentamente no seu coração, quando ouviu "Onix Torden-Speer" ser dito atrás de si e teve apenas tempo de se virar e por o braço esquerdo entre si e a lança negra, que lhe atravessou o braço. " Raios!" pensou enquanto esboçou um esgar de dor.
"Não! Drille!" pensou a princesa enquanto cobria a boca para se impedir de gritar, quando o viu se atingido pela lança negra.
- Rubi Torden - Pfiele! - ouviu então alguém dizer acima de si, seguindo-se uma saraivada de setas vermelhas fogo que só não atingiram o rapaz devido ao escudo que as suas asas agora formavam acima de si.
"Tenho de o ajudar, ele esta a lutar por mim!" pensou então saindo do seu esconderijo e encontrando a utilizadora do "Rubi Torden". saltou por entre os ramos e aterrou imediatamente atrás da nova adversária, uma linda mulher de cabelo vermelho curto com olhos negros.
- Rubi Torden - Klinge - disse ela e uma lâmina vermelha surgiu na sua mão esquerda - Entregue-se agora princesa e o Drille não será mais atacado - disse-lhe a mulher, mas ela sabia bem o que aconteceria a Drille, seria capturado e executado quando voltassem a Lavhalla. Isso de certeza que não poderia acontecer
- Nunca! Amethyst Torden - Se...
- Smaragd Torden - Dornen! - disse uma voz que veio da árvore ao seu lado. A princesa viu apenas o seu amado ser trespassado por cinco vinhas vindas do chão repletas de espinhos verdes enormes, rasgando-lhe o peito na zona do coração
- NÃO!! - gritou atirando-se da árvore para o campo de luta onde o utilizador do "Onix Torden" se encontrava ainda de pé, ofegante a olhar para o que fora até à segundos atrás, o seu adversário. - Drille! DRILLE! Por favor não morras! Por favor! - começou elas soluçar quando o apanhou antes que caísse no chão. Grandes lágrimas escorriam pelo rosto perfeito dela, caindo no dele.
- Por.. favor.. não chore... por mim.. princesa - disse Drille com grande esforço, enquanto os seus 3 adversários os rodeavam - Toma.. - disse enquanto arrancava o seu colar de um dragão de prata com um diamante na boca - O que... quer que... aconteça... lembra-te de mim... Lalafir - terminou, ao fechar os olhos e a deixar a cabeça pender para o lado.
Lalafir arregalou os olhos liláses enquanto se lembrava de todos os momento que vivera com Drille, todos os jogos, todos os livros que leram, as suas explorações, as aulas que ele lhe dera, o primeiro voo no torso dele e por fim o seu único beijo dias antes dela fugir. Uma mão pousou no ombro dela e alguém disse algo, mas ela não ouviu.
- ... Apokalypse - sussurrou a princesa e um raio purpura que indicio nela e explodiu num raio de 10 Km, destruindo a floresta e a ravina, enviando uma onda de choque que rebentou as janelas da torre onde Liander tinha observado todo o combate. "Adeus... meus filhos" pensou antes de se retirar da sala e trancar a porta.
Algo lhe estava a tocar no peito. "Espera ai..." pensou enquanto uma mão lhe apalpava o seio.
- KYAAAAAA - berrou enquanto saltou para trás ao ver um guerreiro agarrado aos seus peitos. "Mas que raios..." mas não terminou o pensamento pois ouviu um raspar no seu cérebro e uma voz antiga e profunda, semelhante à do seu pai dizer
- Bem-vinda ao Nexus, Lalafir Temystha.
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