terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cap 3 : As Regras do Nexus

Sora olhou para a rapariga que se encontrava à sua frente, de joelhos e com os braços cruzados sobre o peito. Tinha agora uma expressão confusa no rosto. "Aquela voz, seria dela?" perguntou-se em silencio sem quebrar o contacto visual com ela. Tinha uns olhos lindos, lilases como as flores com rasgos de branco e purpura misturados. Havia dor e tristeza naqueles olhos, elementos que os tornavam incrivelmente belos e diferentes de tudo o que já vira, grandes e cristalinos com a pupila em forma de elipse. Os longos cabelos doirados ligeiramente encaracolados escorriam sobre os seus braços emoldurando o rosto da jovem de forma a realçar o rosto. O rapaz encontrava-se hipnotizado pela jovem, ele que nunca antes tinha reparado numa mulher.
- Erm... Erm... - quis pedir desculpa aquele ser frágil, mas as palavras agarravam-se à sua garganta, recusando serem expelidas.
- Des-desculpa o meu grito... - disse ela de voz tremula e frágil, como se a qualquer segundo se fosse desmanchar em lágrimas. - Sa-sabes como viemos aqui parar? - terminou olhando para Sora que lhe retribuiu um olhar de confusão.
"Mas que raio... Que estará ela a tentar dizer-me?" pensou para si enquanto escutou o idioma que lhe era desconhecido. Levantou-se lentamente com ambas as mãos erguidas, de palmas viradas para a rapariga. pois esta podia não entender a sua língua, mas de certeza que ela entenderia o gesto como uma garantia que não a magoaria. Quando completamente em pé olhou em redor para avaliar o terreno.
- Mas que diabo...! - disse em espanto, de olhos arregalados.


Lalafir levantou-se e olhou em redor imitando o rapaz, tendo uma reacção de espanto de igual intensidade. Encontravam-se num sitio que tanto um como o outro nunca havia visto. Ao seu redor, cataratas enormes que se estendiam tanto para o céu como para o centro da terra dos quais reflectiam múltiplos arco-íris, e sob os seus pés uma "ilha" de relva verde que, como tantas outras em seu redor, flutuava sobre o nada. Por instinto, Lalafir atirou-se para o rapaz, envolvendo-o com os seus braços enquanto mantinha os olhos fechados com força, como se habituara a fazer com Drille desde que era pequena. Não, aquele rapaz não era o Drille. Raios, nem da rua raça era. Cheirava a humano, aquele fedor de sangue e suor, odiava-o. Deu uma passada rápida para trás e olhou-o nos olhos, aquele patético e miserável humano, a causa de todos os seus problemas. "Se não fossem pelos humanos e as suas guerras... Se não fosse pela sua sede de sangue... Se não lhe tivessem morto a mãe... Ele ainda estaria vivo" pensou furiosamente enquanto o encarava de frente. Podia ser diferente de todos os outros, mas ainda era um humano, uma praga que governava o seu mundo. 
- Amethyst Torden - Donner! - gritou de punho esquerdo seguido em direcção ao humano e com o outro cerrado paralelo à perna.


- Mas qu... - iniciou Sora, interrompendo-se para rebolar por baixo do raio lilás que surgiu da mão da rapariga - Que se passa contigo?! - terminou. esquecendo momentaneamente o facto de ela não compreender a sua linguagem. 
Torden, torden e novamente torden. era a única palavra da frase que a sua adversária proferia que fora capaz de ouvir, e ao que parecia, de cada vez que ela o fazia, um curto raio lilás saia disparado da sua palma esquerda. Não a podia magoar, ela não passava de uma rapariga. Perigosa? Sim, sem dúvida, mas era ele capaz de a atacar? Não. Sora usava toda a sua habilidade para se esquivar dos raios, que tinha de ser muita visto que o campo de batalha não devia ter mais do que 5 metros desde o centro até aos limites irregulares.
- Edelstein - Rubi! - disse com uma voz carregada de raiva e os seus olhos mudaram de cor, abandonando o lilás para dar lugar a um vermelho claro - Rubi Torden - Dreizack Karmesin! - proferiu seguidamente.
O samurai olhou rapidamente para ela e notou o quão ofegante se encontrava. Sentiu uma corrente de ar passar por ele em direcção a mão direita da rapariga que se encontrava agora, concentrando-se na mão direita. Um tridente vermelho cristal materializou-se prontamente sobre a palma da sua invocadora, que o arremessou velozmente. 


Lalafir sentiu o corpo colapsar sob si mesmo devido ao esforço que tinha feito. "Regra nº 1 do Drille - nunca alcançar o teu limite" lembrou-se do que ele lhe costumava dizer durante as aulas, sempre com um rosto sorridente. Agora ele fora-se e tudo por causa do maldito humano. Piscou os olhos, e quando os abriu o rapaz tinha desaparecido. A rapariga aproximou-se do limite da "ilha" e olhou para baixo, vendo cerca de 30 metros abaixo de si o brilho de uma espada a ser desembainhada e ouviu o metal a arranhar terra e rocha enquanto o seu adversário cravava a espada noutra "ilha" e rodava sobre si mesmo para aterrar numa terceira. "Humano persistente... Se e assim que queres, morre!" pensou esboçando um leve sorriso retorcido e estalando os dedos. O tridente que se encontrava já dezenas de metros à sua frente multiplicou-se em 3, que alteraram a sua rota e se dirigiam agora contra o rapaz. Estalou mais duas vezes, o limite da técnica e agora 81 tridentes voavam contra o seu inimigo. Sentia-se com sono e fraca. Sentiu as pernas a ceder e mergulhou no ar, rodeada de uma chuva vermelha e letal.


O guerreiro olhou para cima e ficou assustado por momentos breves ao ver que o tridente que a rapariga atirara contra si dera lugar agora a dezenas de réplicas. Tinha segundos antes que a chuva de armas se abatesse sobre si, por isso tinha de se concentrar e ser rápido. Libertou o selo da mão direita, que se começou a transformar imediatamente, e segurou a sua espada firmemente em frente da sua cara. Fechou os olhos e entoou um mantra que um velho monge lhe ensinara uma vez
- Watashi wa fukusū no hi no tame ni shinigami no tsumetai ha o sakeru koto ga dekiru yō ni kaji wa, watashi no ken o michibiku!-  [Fogo, guia a minha espada para que eu possa evitar a lâmina fria do Senhor da Morte por mais um dia!]
A lâmina da espada iluminou-se e línguas de fogo começaram a emergir do metal agora laranja vivo. Sora conseguia ouvir os tridentes a abaterem-se sobre si. "1. 2." contou mentalmente "3!" e abriu os olhos, disferindo um golpe no ar com a sua katana e outro com o seu braço, ambos enviando duas longas línguas de energia pelo ar, desfazendo algumas das armas em que tocavam. O samurai pelo ar diferindo as armas que o atacavam, tanto com a sua arma como com o seu braço. Voltou a aterrar na "ilha" e mais lanças o perseguiram, obrigando-o a cortar através delas e a embater nelas de forma a quebra-las. Agarrou então numa das armas com o se braço descomunal e rodopiou-a na mão, improvisando um escudo que quebrou ouros tanto projecteis. Foi quando olhou de volta para a ilha onde a rapariga estava que reparou num corpo dourado que caia como uma rocha pelo ar húmido que abraçava as "ilhas". "Raios! Não tenho espaço suficiente" pensou ao olhar para trás e ao aperceber-se que já estava no limite da "ilha". "Tenho de tentar na mesma!" disse para consigo dando lugar a uma partida rápida pela relva. Retraiu o braço direito para a sua forma original para ganhar velocidade e perder peso e deflectiu as ultimas duas armas voadoras com a espada sem abrandar a corrida, e saltou, esticando o corpo desde a cabeça até a ponta do pé.
- Kasai wa, watashi ni anata no chikara o kashite! [Fogo, empresta-me o teu poder!] - berrou antes de uma enorme língua de fogo surgir da sua espada que funcionou como um propulsor por cerca de 2 segundos, deixando a seguir a espada cair pelas profundezas das cataratas.


Esticou os braços e envolveu a rapariga encostando a sua cabeça delicada contra o seu peito. Estavam a poucos metros da ilha mais próxima, mas a velocidade tinha-se dissipado e a queda tinha começado de novo. O pânico cresceu em si e apoderou-se da sua mente. Ia morrer, de novo. Bem, pelo menos desta vez tinha tentado proteger a outra pessoa e não mata-la. E de repente, parou. A queda, o movimento das águas, o vento, tudo. Sora tinha os olhos cerrados com toda a força que possuía e foi só quando sentiu o cheiro a relva que abriu os olhos. " O  que se passa aqui?" interrogou-se enquanto libertava a rapariga do seu aperto. Sentiu o seu bafo ligeiro nas costas da mão direita e soube que estava viva. Devia ter colapsado devido ao esforço que tinha feito durante a sua luta. Mais aliviado, o rapaz pôs-se de gatas e olhou em redor. Estava na "ilha" inicial, mas como é que tinha chegado ai?
- Acho que eu te posso responder a isso - disse um homem que se encontrava de contas para ele, enquanto se virava. Vestia um longo casaco preto, umas calças de cabedal pretas e uns sapatos pretos. Na cara tinha um par de óculos escuros que ocultavam os olhos dele e o cabelo preto encontrava-se puxado para trás com gel.
- Tu falas a minha língua?! Mas és claramente um gaijin! [estrangeiro] Como? - perguntou o rapaz, confuso com tudo aquilo.
- Primeiro de tudo, as apresentações, ou os costumes deixam de ser válidos uma vez fora da tua terra? - contrapôs o estranho - O meu nome é Neo e sou Juiz, ou Arbitro, se preferires, do Nexus.
- Erm... - Sora estava ainda mais confuso. "Fora da tua terra?" que queria o estranho homem dizer com aquilo? mas ainda assim tinha de respeitar as regras de etiqueta - O meu nome é Kurokaze Sora. Agora, se for possivel, gostaria de uma explicação do que se passa.
- Assim está melhor não concordas? - perguntou retórica mente o homem esboçando um sorriso mesquinho - Suponho que isto não seja fácil de absorver mas foste escolhido ao acaso por um "deus" para fazeres parte de uma... Batalha, competição, como quiseres chamar-lhe, chamada Nexus.
- Muito bem - disse o samurai após considerar o que lhe havia sido dito nesse instante. - Então e em que consiste o... Nexus, é? E porque é que sabes a minha linguagem e a falas sem falhas?
- Oh, temos aqui um sedento de conhecimento - disse gargalhando ligeiramente com a própria piada - Quanto à linguagem: a partir do momento em que o Nexus é iniciado, todos os participantes e Árbitros conseguem entender e falar todas as línguas que surjam durante a competição. E o Nexus? Não passa de uma piada dos "deuses" - fez uma pequena pausa para observar a rapariga inconsciente - Não te esqueças de lhe transmitir isto tudo depois. Esta "piada" trata-se de uma corrida contra o tempo e contra outra equipa. Existem 2 equipas, cada uma com 12 membros e como objectivo, pelo menos um desses membros tem de alcançar o centro do Nexus, a Armillian, uma esfera à qual se chegares te dará poder para fazeres o que bem entenderes. Voltar a casa, ser um deus, acabares com a existência de tudo,etc.
- Ente qual é o limite de tempo? E para que servem os árbitros? - o rapaz tinha anotado mentalmente todas as palavras do Arbitro.
- Ah ah, gosto de ti miudo, és dos meus. - riu-se Neo antes de prosseguir - Os Arbitros foram escolhidos especialmente pelos deuses para impedir coisas estúpidas de interferirem com os jogadores, como mortes inúteis antes do inicio do jogo - E desatou a rir com a piada que acabara de fazer - Ai, desculpa... O tempo limite não era? Bem tens 90 dias para chegar à Armillian. Depois disso, KABOOM!! game over, finito, el fin, tas a ver onde estou a chegar? - e virou as costas ao rapaz para chegar ao limite da "ilha"
- Sim... Ultima coisa.
- Claro campeão, tudo o que quiseres.
- Como é que sei quem é da minha equipa?
- Os que forem da tua equipa têm uma tatuagem igual a que tens na tua pálpebra direita, simples. os que não forem, têm outra - e saltou ganhando cada vez mais velocidade, abandonando o rapaz e as suas duvidas - BOM JOGO!!! - gritou ao longe antes de desaparecer na névoa centenas de metro atrás.
"Bonito... E agora o que é que faço?"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cap 2 : Lalafir Temystha, a Princesa de Lavhalla

Um homem de longos cabelos lisos e vermelhos aproximou-se da janela. Massajou os olhos com a mão esquerda enquanto ouvia as noticias que já temia receber desde à alguns dias atrás. 
- .. que devemos fazer senhor? - inquiro o seu subordinado, enquanto permaneceu de olhos no chão e apoiado num só joelho.
"Aquela criança há-de ser o meu fim" pensou enquanto abria os olhos roxos e observava a beleza do vale. Aguardou uns minutos enquanto ponderava as suas hipóteses. Há muito que sabia que a filha se recusava a ceder aos cortejos do príncipe Hellran, pois ela própria tinha interrompido uma sessão do Conselho dos Anciãos para lho dizer na cara. A vergonha que o tinha feito passar nesse dia fora imperdoável e desde então ela fora trancada no seu quarto. Os seus olhos percorreram a cascata desde a sua fonte no topo da falésia até se perder de vista pelo meio dos carvalhos. 
- Reúne os outros cavaleiros de Islane e ordena-os que a encontrem. Diz-lhes que viajem para norte, na direcção da falésia. - disse sem alterar o seu tom e virando as costas para a janela com um movimento subtil, atirando as vestes para trás de si, desenhando um arco de cor verde e iniciando uma passada lenta até alcançar a estante. Ao observar que o soldado continuava imóvel no centro da sala acrescentou - Perdoa-me Drille, sei o quanto tu gostas da minha filha, mas isto são assuntos de estado. A nossa raça está enfraquecida e sem a aliança com os elfos não seremos capazes de suportar outro ataque ao reino. - aproximou-se do guerreiro e pôs-lhe a mão sobre o ombro, sentindo-o a soltar soluços silenciosos - Agora, por favor, vai.


Drille evitou o olhar do seu senhor, aqueles olhos tão profundos, antigo e sábios, e levantou-se olhando para o chão. O pai da sua amada não o poderia ver a chorar, nunca. Isso era uma vergonha, um sinal de fraqueza que não era permitido no seio da sua raça. Limpou as lágrimas com as costas da mão e recuperou a postura. percorreu os vários corredores desertos que compunham aquela parte do palácio até alcançar o pátio interno superior - Illiad. A luz azulada emitida pelo Sol reflectia-se no cabelo branco dele, dando-lhe tons azulados que combinavam com os olhos cristalinos. Adorava aquele jardim, repleto de flores Ismirral e Shapir, cuja beleza natural e cores eram acentuadas pela luz azul do Sol. Por muito que lhe custasse tinha de obedecer ao seu senhor. Tinha aceite o cargo de Capitão imediatamente quando o rei lho propôs, pois tinha desejado proteger a princesa contra tudo e todos, e agora era ele que a iria magoar. O caos percorria-lhe os pensamentos, como um parasita, infectando a sua lealdade para com o reino e o seu senhor, mas o amor que sentia por ela não lhe permitia lançar um esquadrão para a capturar. Não. Ele mesmo iria atrás dela e juntos fugiriam daquelas terras.
 - Perdoe-me senhor Liander, mas o meu coração comanda-me a que a proteja. - disse para consigo enquanto fixava um ponto no céu.
"Ela ainda não domina os seus poderes, por isso devo conseguir alcança-la antes que ela chegue a falésia" pensou antes de emitir a ordem que iniciou a sua transformação. As vestes de tons amarelos rasgaram à medida que os seus membro cresceram e das suas costas romperam asas. Doía, mas ele já se tinha acostumado à dor há muito tempo atrás. Na sua pele começaram a crescer escamas brancas e brilhantes semelhantes a diamantes. O pescoço alongou-se e da sua boca irromperam presas longas como facas. As suas asas brancas equivaliam a dois de si e uma longa cauda repleta de espinhos terminava de crescer, ao mesmo tempo que dois longos chifres negros emergiam da sua testa. Se olhássemos para um elefante da nossa realidade, Drille tinha agora um tamanho aproximado ao dele.


Liander observara a transformação do topo da torre. Podia te-lo impedido mas amava aquele jovem como se fosse o seu próprio filho. Tinha-lhe mentido pois sabia que o coração do jovem Drille iria apoderar-se da sua razão e leva-lo a proteger a sua filha. O jovem dragão branco passou pela janela da torre e por um milésimo de segundo, os olhos de senhor e servo encontraram-se e ambos leram as almas um do outro. Drille soube que os cavaleiros deviam estar agora a alcançar a sua amada e em contra partida Liander ficou tenso. O seu jovem protegido iria fazer de tudo para que a princesa ficasse a salvo, mesmo que isso significasse matar os cavaleiros que outrora chamara de "irmãos". "Grindel, ouvei a minha prece. Impedei o jovem Drille de os alcançar." rezou o rei com a cabeça encostada ao vidro enquanto lágrimas de sangue escorriam pela cara a baixo.

"Maldito! Odeio-o, odeio-o, odeio-o! " pensou uma pequena rapariga de cabelos loiros ondulados enquanto corria pela meio das árvores "Que direito tem ele de dar a minha mão a outra pessoa que não o Drille?! Ainda por cima um elfo!!". Os seus olhos liláses ainda vertiam lágrimas de raiva apesar de já ter abandonado o palácio à mais de 1 dia. A raiva que tinha acumulado ao longo de 5 anos brotava para fora do seu ser com uma força incrível. O ar aquecia imediatamente em seu redor e da boca podiam-se ver pequenas chamas azuis a ondular timidamente. Estava tão cega de raiva que não viu uma pedra e tropeçou, caindo de cara contra a relva aquecida pela sua aura. Aninhou-se em si mesma e chorou com mais força, agora de dor, de medo, de arrependimento. Tinha deixado todo o seu mundo para trás e para quê? Para ficar livre? Agora estava só, Drille não viria para a confortar e o sue pai devia odiá-la. Demorou um bocado mas acabou por adormecer naquele local, a sombra de um carvalho enorme.

Do nada acordou sobressaltada. Não se lembrou do que sonhara, mas isso tão pouco importava agora. Não estava só. Sentia outros em seu redor, 1,2, ... 7 ao total, apertando o cerco sob o luar. A sua respiração reteve-se. "Os cavaleiros de Islane. Isso significa que o Drille... Não. o pai nunca permitiria tal coisa..." pensava antes de ouvir um ramo estalar poucos metros atrás de si. Não tinha escapatória. podia sentir as 7 presenças a formarem uma muralha entre si e o resto da floresta. Estava em desvantagem, pois todos eles eram já senhores das suas transformações enquanto que ela só aprendera a controlar pequenas partes do corpo. "Vão me capturar!" pensou em pânico, antes de começar a ourar a Grindel por um milagre. Foi então que ouviu um estrondo vindo do céu e sentiu o chão a tremer com a força de uma explosão que ocorrera ali perto. Sentiu a confusão a levantar-se e viu dois dos cavaleiros parcialmente transformados a passar por si a correr, sem notar a sua presença. "Que diabos terá acontecido?"

Drille vira-os antes de conseguirem detectar a sua presença e disparou um raio da boca sem hesitar para o seu irmão mais próximo. "Que Grindel me perdoe..." pensou ao ver a explosão por si causada. Um dos cavaleiros encontrava-se agora inconsciente e o outro gravemente ferido. Aterrou prontamente para tirar vantagem do seu ataque surpresa, passando ao modo Híbris. A cauda recolheu-se e as asas passaram a possuir apenas 1/3 da sua envergadura total. voltou ao seu tamanha normal e sentiu os chifres a encolher também. Manteve as escamas pelo corpo todo e alongou as garras até terem o tamanho de adagas. "2 à esquerda, 1 por cima e mais 1 pela frente" avisaram-lhe os sentidos apurados. "Onde está o 7º?" questionou-se, enquanto se desviou de dois golpes simultâneos. Desde cedo que ele treinava com os irmãos, por isso sabia todas as tácticas e técnicas de cada um. Sabia que a Allistair estaria agora a preparar o "Smaragd Torden", o ataque mais poderoso dos cavaleiros, mas também o mais lento. 1,2,3,4 ataques... Estava a lutar contra Rillu, o possuidor do "Saphir Torden", o único com 4 braços no modo Hibris, e evitou 3 dos golpes, sendo atingido pelo 4º de raspão no ombro esquerdo. Deu dois passos rápidos em frente e atacou-o com as asas, rasgando as escamas do peito e distraindo-o para o atingir com um soco direito de palma aberta. Ao tocar na face de Rillu gritou "Diamant Torden - Blat!", aumentando o impacto por centenas de vezes e enviando-o para trás, deixando-o inconsciente.
- Alexandrit Torden - Säure! - emitiu uma voz poucos metros acima de Drille, antes de um jacto cor verde e roxo ser lançado da boca do ser que sobrevoava o campo de batalha.
- Diamant Torden - Orkan! - respondeu prontamente o guerreiro branco, enviando uma forte rajada de ar de cada uma das asas, espalhando o jacto pelo ar. O liquido foi parar maioritariamente as árvores em seu redor, salpicando apenas pequenas partes do chão e Drille, no entanto, todas as zonas tocadas pelo liquido começaram a derreter  rapidamente. - Diamand Torden - Heilen - sussurrou ele quando a carne começou a queimar, fazendo com que esta se regenerasse. " A este ritmo não vou conseguir derrotar todos!" pensou, deixando o pânico entrar lentamente no seu coração, quando ouviu "Onix Torden-Speer" ser dito atrás de si e teve apenas tempo de se virar e por o braço esquerdo entre si e a lança negra, que lhe atravessou o braço. " Raios!" pensou enquanto esboçou um esgar de dor.

"Não! Drille!" pensou a princesa enquanto cobria a boca para se impedir de gritar, quando o viu se atingido pela lança negra.
- Rubi Torden - Pfiele! - ouviu então alguém dizer acima de si, seguindo-se uma saraivada de setas vermelhas fogo que só não atingiram o rapaz devido ao escudo que as suas asas agora formavam acima de si.
"Tenho de o ajudar, ele esta a lutar por mim!" pensou então saindo do seu esconderijo e encontrando a utilizadora do "Rubi Torden". saltou por entre os ramos e aterrou imediatamente atrás da nova adversária, uma linda mulher de cabelo vermelho curto com olhos negros.
- Rubi Torden - Klinge - disse ela e uma lâmina vermelha surgiu na sua mão esquerda - Entregue-se agora princesa e o Drille não será mais atacado - disse-lhe a mulher, mas ela sabia bem o que aconteceria a Drille, seria capturado e executado quando voltassem a Lavhalla. Isso de certeza que não poderia acontecer
- Nunca! Amethyst Torden - Se... 
- Smaragd Torden - Dornen! - disse uma voz que veio da árvore ao seu lado. A princesa viu apenas o seu amado ser trespassado por cinco vinhas vindas do chão repletas de espinhos verdes enormes, rasgando-lhe o peito na zona do coração
- NÃO!! - gritou atirando-se da árvore para o campo de luta onde o utilizador do "Onix Torden" se encontrava ainda de pé, ofegante a olhar para o que fora até à segundos atrás, o seu adversário. - Drille! DRILLE! Por favor não morras! Por favor! - começou elas soluçar quando o apanhou antes que caísse no chão. Grandes lágrimas escorriam pelo rosto perfeito dela, caindo no dele.
- Por.. favor.. não chore... por mim.. princesa - disse Drille com grande esforço, enquanto os seus 3 adversários os rodeavam - Toma.. - disse enquanto arrancava o seu colar de um dragão de prata com um diamante na boca - O que... quer que... aconteça... lembra-te de mim... Lalafir - terminou, ao fechar os olhos e a deixar a cabeça pender para o lado.

Lalafir arregalou os olhos liláses enquanto se lembrava de todos os momento que vivera com Drille, todos os jogos, todos os livros que leram, as suas explorações, as aulas que ele lhe dera, o primeiro voo no torso dele e por fim o seu único beijo dias antes dela fugir. Uma mão pousou no ombro dela e alguém disse algo, mas ela não ouviu.
- ... Apokalypse - sussurrou a princesa e um raio purpura que indicio nela e explodiu num raio de 10 Km, destruindo a floresta e a ravina, enviando uma onda de choque que rebentou as janelas da torre onde Liander tinha observado todo o combate. "Adeus... meus filhos" pensou antes de se retirar da sala e trancar a porta.

Algo lhe estava a tocar no peito. "Espera ai..." pensou enquanto uma mão lhe apalpava o seio.
- KYAAAAAA - berrou enquanto saltou para trás ao ver um guerreiro agarrado aos seus peitos. "Mas que raios..." mas não terminou o pensamento pois ouviu um raspar no seu cérebro e uma voz antiga e profunda, semelhante à do seu pai dizer
- Bem-vinda ao Nexus, Lalafir Temystha.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cap 1 : Sora Kurokaze

A lua encontrava-se amarela por detrás da leve neblina que ocupava o céu, criando uma aureola da mesma cor em seu redor. Nestas noites as lanternas não eram acendidas e normalmente a aldeia fazia um festim em honra de Tsukyomi, a deusa da lua. O mesmo havia ocorrido nessa noite. Os habitantes tinham preparado um banquete com travessas enormes repletas dos pratos regionais. As 2 mesas necessárias para que todos os 27 habitantes tivessem o seu lugar tinham sido posicionadas numa fila única, sendo que o lugar da cabeceira, encontrava-se imediatamente a frente do templo e era reservada à divindade. 

As crianças corriam e brincavam, pois uma das vantagens destas noites era a liberdade que os pais lhes proporcionavam devido às tarefas que precisavam de fazer. A aldeia não era grande e todos os habitantes consideravam-na abençoada devido ao numero de crianças presentes, 7 para apenas 3 casais jovens. Os dois rapazes mais velhos olhavam pelos outros mantendo-se fora das brincadeiras infantis para as quais acreditavam já não ter idade. Ambos eram alunos do único guerreiro da aldeia pois acreditavam que quando o jovem nómada partisse, alguém teria de ficar e proteger os demais. 
- Quando é que achas que ela aparece, Nishi-kun? - perguntou o mais novo dos dois
- O sacerdote ainda deve estar a terminar a lição de hoje - respondeu o outro, um rapaz já com os seus 14 anos, de cabelo apanhado num pequeno rabo de cavalo e olhos mais abertos do que o normal. Ele envergava um quimono cinza e mantinha preso ao cinto, do seu lado direito a Bokken que o seu sensei lhe havia dado. 

Dentro do templo, um homem com já os seus 60 e poucos anos, ouvia atentamente ao mantra que a sua jovem discípula entoava procurando uma falha, uma quebra na voz, algum erro. Se tal acontecesse, ela teria de recomeçar e provavelmente chegariam atrasados ao banquete em honra da deusa. Ela seria castigada se tal acontecesse, pensava o velho sacerdote para consigo quando um barulho seco surgiu do sótão e fez com que o sacerdote se apercebesse que o mantra havia terminado à já algum tempo. A rapariga, de longos cabelos castanhos claros, lisos, que lhe caiam por cima do peito, contrastando com o kimono azul celeste.
- Masamoto-senpai? - inquirio ela com os olhos azuis, tão invulgares naquela terra.
- Recitas-te o mantra perfeitamente. Mais uns anos e poderás tomar o meu lugar como sacerdotisa - respondeu-lhe ele sorrindo - Podes-te retirar e juntar-te às outras crianças-
- Obrigado senpai - disse levantando-se
Masamoto esperou até que a jovem se tivesse retirado para ir até às traseiras do templo onde se encontrava uma escadaria semi-oculta pela estátua e subiu até ao piso superior onde parou a frente de uma porta de correr de papel branco. Do outro lado desta fina parede ouvia-se um corpo a mover-se e a embater contra os limites do quarto como se o seu produtor estivesse a ter um pesadelo, e tratando-se de quem era, o sacerdote irrompeu pelo quarto a dentro, encontrando um futon desfeito e o seu anterior utilizador em pé no centro do quarto.

O tatami apresentava golpes profundos e erráticos, tal como as paredes. O jovem que se encontrava de pé no quarto emitia uma aura forte e violenta como uma chama atiçada pelo vento. Ao sentir a presença do velho monge, este virou-se para o encarar. O rapaz cujo cabelo preto chegava aos ombros tinha apenas o olho direito aberto que revelava uma íris verde esmeralda. O seu corpo desnudo brilhava na parca luz da lua que entrava pela única janela do quarto enquanto o suor escorria por ele. O braço direito dele encontrava-se transfigurado, maior do que o suposto, dava-lhe agora pela canela e a sua grossura era 2 vezes o normal no braço e 4 vezes no antebraço, com as veias salientes, pulsantes, e a pele endurecida e brilhante, como a casca de um insecto. Na mão já não existiam 5 dedos, mas sim 3, todos armados de longas garras negras, e no pulso encontrava-se um perturbador olho roxo que olhava electricamente de um lado para o outro. Deu então um passo na direcção do monge, erguendo o braço como se de uma espada se tratasse, pronto a empala-lo.
- Kurokaze-kun! Desperta do teu sono maléfico! - gritou o velho, numa vã tentativa de acordar o jovem.
O rapaz não escutou as palavras que lhe eram dirigidas. Estava muito perdido nos seus próprios pesadelos, nas recordações do seu passado. O corpo atirou o braço para a frente visando o coração do sacerdote que termia de medo, quando um grito estridente entrou pela janela, paralisando o braço jovem a milímetros do peito do outro homem que suspirou ao perceber que estava salvo.

O outro olho de Kurokaze abriu-se revelando um castanho intenso. O braço retomou as suas dimensões e forma normal. Voltou as costas ao monge e aproximou-se rapidamente da janela para ver o que tinha originado aquele grito e foi então que viu: uma das mesas tinha sido derrubada e no tampo desta encontrava-se um dos velhotes trespassado por uma lança; as mulheres tinha sido separadas dos homens e eram rodeados por 5 bandidos armados com katanas e outros 2 que empunhavam lanças; 2 crianças estavam deitadas no chão e as restantes escondiam-se atras dos dois rapazes que empunhavam as suas bokken. Um dos 3 mercenários que se encontravam a guardar as mulheres cravou a sua katana no chão e desembainhou a sua wakisashi.
- Deitem esses paus para o chão antes que eu vos magoe - disse no meio de risos partilhados pelos seus companheiros
- Maldito! - gritou Nishi, enquanto deu uma passada em frente atirando a arma de forma a visar o pescoço do seu adversário.
O homem, por ser mais velho e ter de longe mais experiência em lutas que o rapaz desviou-se com facilidade e desferiu-lhe um soco no estômago, que lhe tirou as forças e o ar. Olhou então na direcção da cadeira cerimonial de Tsukiyomi, como se esperasse uma ordem, que rapidamente chegou. Gritos de pânico e suplicas encheram o ar, provenientes dos aldeões prisioneiros.
- Mata-o - disse uma voz calma, mas que no entanto se sobrepôs aos gritos e pedidos de clemencia.
O bandido virou a ponta da sua arma para baixo e desceu o braço sem um momento de hesitação, no entanto não foi sangue que espirrou quando a sua lamina encontrou resistência, mas sim faiscas. A surpresa apoderou-se dele e não teve tempo de se desviar da parte detrás da katana do seu oponente, que o enviou então para trás e o deixou sem sentidos.


- Quem é o próximo? - disse um jovem de espada erguida e armadura de samurai vestida, com um olho de cada cor fixado nos do homem sentado na cadeira destinada à deusa.
- Sora-kun, finalmente reencontramos-nos. Passaram-se o que 5 anos? - disse o samurai de armadura preta com mascara branca. - Estou a ver que evoluíste, mas será essa evolução suficiente para protegeres esta aldeia? - foi dizendo enquanto se levantou e aproximou-se do ser companheiro derrotado
- Não sei quem és, mas peço te pela nossa honra como samurai que me enfrentes em duelo e se perderes, abandonas esta aldeia mais os teus seguidores.
- Não sabes quem sou? Já não te lembras do homem que desfiguraste?! - e dito isto sacou a sua espada e enviou uma onda de energia que cortou a mesa e parte da casa que se encontrava perto desta - Já não te lembras de quem te ensinou a lutar e que no fim trais-te como se eu fosse um qualquer?! NÃO TE LEMBRAS DO TEU PRÓPRIO IRMÃO?!!!


Sora esboçou uma cara de espanto e não reagiu a tempo de evitar uma segunda onda de energia que foi dirigida aos homens. os 12 homens ajoelhados mais os seus 7 captores foram atirados pelo ar, alguns ficando com cortes profundos ou arranhões resultantes da explosão de energia. Quando viu que o homem se preparava para repetir o golpe na direcção do grupo de mulheres atirou-se para o pequeno espaço entre ele e o grupo, escondendo-se atrás do seu braço direito que se deformou automaticamente e funcionou como um escudo que o protegeu da explosão de energia. Os companheiros do samurai desbandaram deixando este sozinho. Este tirou a mascara e o capacete revelando uma cara queimada
- Tu não podes ser... Akira? - disse Sora enquanto as mulheres se espalhavam e afastavam dos dois samurais - Tu morreste! Eu vi-te a arder quando a arena se incendiou!
- Aparentemente estou vivo, não achas? - e enviou outra onda de energia que Sora parou com o braço. - Que braço todo catita e esse?
O jovem samurai avançou e deferiu um golpe horizontal que tinha como alvo as canelas de outro. O golpe terminou na lâmina da espada do adversário e uma onda surgiu por trás deste.
- Sabes a dor de sentires a tua carne a queimar lentamente?! - outro golpe, agora para o peito, habilmente defendido - A dor de veres o teu irmão abandonar-te enquanto sofres?! - outro golpe, mais forte forçando Sora a libertar um esgar de dor - A DOR DE PERCEBERES QUE SEMPRE ESTIVESTE SÓ?!!!
- Gritas muito. - disse dando um soco com o braço direito, que enviou Akira 3 metros para para trás indo bater contra o templo - Se bem te lembras, TU tentaste matar-me quando estava-mos no poço, eu só me defendi, e de te deixei foi porque pensei que tinhas morrido. - um outro choque de lâminas criou uma onda de choque que rachou a terra sob os pés deles.


" Não acredito nisto! Como pode ele ser mais poderoso do que eu?!" pensou Akira enquanto se afastava ofegante " A minha hipótese é de o fizer cair pela cascata a baixo". Akira começou a correr para lá do templo e para o interior da floresta com Sora no seu encalço.
- Não sejas cobarde e volta aqui Akira!!
- Tu e que és o cobarde por me teres abandonado às portas da morte! - Akira começava a perder a distância entre si e o irmão, mas isso não importava a cascata era já ali à frente.
Sora esmurrou uma árvore, rachando o tronco o suficiente para que este começasse a tombar na direcção de Akira. Este apercebeu-se e rebolou para longe da zona de queda da árvore. Percorreu mais meia dúzia de metros e quando alcançou a clareira antes da falésia, sentiu um empurrão nas costas que o precipitou para a frente caindo pela falésia. Sora não esperava que houvesse ali um precipício ou então não teria saltado de forma tão temerária. Agora ambos caiam para a morte gelada que as aguas de inverno apresentavam dezenas de metros abaixo deles
- Perdoa-me Akira. Eu nunca quis que te magoasses - disse Sora por entre lágrimas quando viu o rio tão próximo que lhe sentia o cheiro.


A sua cara batera contra algo sólido. Os olhos não viam bem, desfocado e tremido. Rastejou até uma forma humana que se encontrava deitada à sua frente. " Akira" pensou para consigo, mas ao poisar a mão no peito da figura sentiu apenas um seio macio. " Espera ai!" voltou a apalpar antes de erguer a cabeça um pouco mais e ver que a figura se tratava de uma rapariga loira inconsciente. O samurai recuou automaticamente " O meu irmão?!" e ouviu um raspar no interior do seu cérebro seguido de uma voz profunda e antiga que disse apenas isto:
- Bem-vindo ao Nexus, Kurokaze Sora.

Introdução

Boas, venho aqui apresentar-me. o meu nome é Tiago e como qualquer adolescente tenho imaginado ao longo dos meus 6 anos de adolescência que para além deste mundo, do mundano ao qual nós, comuns mortais, somos sujeitados todos os dias da nossa existência normal. Já visualizei vários mundos. cada qual com as suas regras, os seus heróis e vilões, e os seus deuses.

Tentei por múltiplas vezes apresentar estes mundos cada um na sua própria estrutura, perdendo a minha força inicial devido a falta de visualizações que as paginas apresentavam. Tive então uma ideia -> E se eu juntasse personagens desses mundos, que nunca tiveram protagonismo nas minhas histórias e dar-lhes uma historia onde pudessem explorar o seu protagonismo até ao limite do seu potencial?

Tendo isto em conta, associei esta ideia ao meu desejo de criar uma manga e puff... Surgiu o Nexus, espaço onde posso juntar vários personagens meus num só universo, todos com poderes e personalidades muito diferentes. Neste blog irei escrever o guião da historia, em formato de livro para posteriormente passar a banda desenhada. Espero que apreciem e comentem.